Arquitetura Regional

         CONTEXTO HISTÓRICO

          Ainda na época do Brasil colônia o território que atualmente corresponde ao oeste de Santa Catarina foi palco de diversas disputas entre Brasil e argentina, pois os dois países queriam a posse deste território. As disputas cessaram em 1895 quando o presidente norte-americano Crower Cleveland legitimou as terras como brasileiras.

          Depois da disputa com a argentina os estados do Paraná e de Santa Catarina viveram um impasse. As  disputas pelo território culminaram na Guerra do Contestado, onde esses dois estados brigaram pela região oeste. Entre as causas da disputa estavam problemas sociais, decorrentes da falta de regularização da posse das terras e também da insatisfação de parte da população em relação ao governo, além disso a questão do fanatismo religioso estava bastante presente. A Guerra do Contestado estendeu-se de 1912 até 1916.

Área disputada entre Paraná e Santa Catarina durante a Guerra do Contestado. Fonte:www.juserve.de/rodrigo/atlas%20historico/

          Tendo passado todos os conflitos o oeste começou a ser ocupado mais intensamente pela segunda geração de migrantes alemães e italianos, que vieram do Rio Grande do Sul. A maioria das cidades do oeste foram fundadas no decorrer do século XX.

          ARQUITETURA

         A produção arquitetônica do oeste diferencia-se da produção do restante do estado, principalmente do litoral pela origem dos colonizadores e também pela época em que o território foi ocupado.

          A seguir temos alguns dos 13 desenhos, aquarelas e gravuras produzidas pelo artista Carlos Meira retratando a arquitetura de Santa Catarina e logo em seguida algumas imagens da arquitetura do oeste do Estado.

Sede do SESC de Laguna - 29 de julho de 1676 - Fonte: Acervo da Prof. Ana Laura Vilella

Igreja de Nossa Senhora da Conceição, marco da fundação de Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis). Fonte: Acervo da Prof. Ana Laura Vilella

          Essas duas imagens revelam um pouco do perfil da arquitetura que era produzida no litoral de Santa Catarina. O estilo eclético (gravura do SESC de Laguna) e o colonial – com influencia da arquitetura da Ilha de Açores – são os estilos que mais se fazem presentes em Santa Catarina.

          Ao falar em arquitetura regional tem destaque a produção arquitetônica da cidade de Chapecó. Na imagem que segue nota-se que inicialmente Chapecó possui edificações em madeira no estilo enxaimel. Isso se deve ao fato da colonização por povos vindos da Europa e pela abundancia de madeira na região. No vídeo que segue tem-se uma caracterização da cidade de Chapecó.

Cidade de Chapecó em 1942 cercada de mata nativa. Fonte: CEON

 

 

Fonte do vídeo: www.youtube.com Vídeo produzido por academicos da Unochapecó

          No decorrer do desenvolvimento da cidade o estilo que mais se destacou foi o Dèco. Diversos esdifícios públicos dos anos 50 e 60, principalmente, substituíram as antigas edificações de madeira e fizeram do Dèco um estilo importante em Chapecó. Grande parte desses edifícios não encontram-se preservados e muitos deles nem existem mais pois foram substituídos por novos edifícios. Outra parte dos edifícios Dèco passaram por reformas e foram descaracterizados. O vídeo que segue mostra um pouco dessa arquitetura dèco em Chapecó.

Fonte do vídeo: www.youtube.com Vídeo produzido por academicos da Unochapecó

         Atualmente a produção arquitetônica de Chapecó incorpora materiais e tecnologias relativamente novos nos edifícios em altura, isso ocorre até por exigências legais em termos de sustentabilidade.  A arquitetura comercial da cidade ainda se ocupa dos edifícios antigos, muitos deles de valor histórico que são completamente descacterizados em função da má utilização de publicidade, como mostra a imagem que segue.

 

Área central de Chapecó e edifícios históricos descaracterizados pela publicidade exagerada. Fonte: GREGORY, 2009

          Assim como em Chapecó os municípios vizinhos possuem uma produção arquitetônica interessante. O que se percebe é que ainda não tem-se uma identidade local, ou características suficientemente fortes para caraterizar uma arquitetura realmente local.

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