Contemporaneidade

          Chamamos de arquitetura contemporânea a produção que data desde o final dos anos 90 do século passado até os dias atuais.

          A nova geração de arquitetos mostra-se claramente influenciada pelo projetos modernistas brasileiros dos anos 40 e 50. Mas diferentemente dos arquitetos modernos, os contemporaneos não acreditam que a arquitetura pode provocar transformações sociais no país, por isso dizemos que a arquitetura moderna é apenas uma linguagem e não uma ideologia para os arquitetos da contemporaneidade. Resumindo, os arquitetos de hoje citam elementos do modernismo assim como os arquitetos da pós-modernidade se utilizavam de elementos de períodos que antecederam o modernismo.  

          Atualmente com a boa fase da economia brasileira a arquitetura está novamente retomando impulso. A grande diferença entre a produção atual e a de épocas passadas é que hoje os projetos mais interassantes são feitos para particulares e não mais por iniciativa do Estado. Outra característica da produção arquitetônica atual é que os arquitetos buscam “inspiração” em várias linguagem arquitetônicas do passado.  

          Para demonstrar os aspectos citados, vamos conhcer um pouco da produção dos arquitetos da atualidade:  

ESCRITÓRIO BRASIL ARQUITETURA  

          O Escritório Brasil Arquitetura S/A Ltda foi fundado em 1979 pelos arquitetos Francisco Fanucci, Marcelo Ferraz e Marcelo Suzuki. Hoje o escritório é liderado por Marcelo Ferraz e Fransisco Fanucci e conta com cerca de 20 colaboradores.  

  

          O escritório Brasil Arquitetura possui importantes obras na área de conservação do patrimônio histórico e utilização de materiais locais em suas obras, fazendo obras para o local onde ela será inserida e para as pessoas que a utilizarão.  

          Um exemplo de obra de conservação do patrimônio histórico é o Museu do Pão em Ilópolis – RS. Trata-se da restauração de umm antigo moinho construído inteiramente em madeira por imigrantes italianos. A obra teve início em 2004 e foi bancada pelo IILA (Instituto Ítalo Latino Americano) com patrocínio da Nestlé Brasil. Com a obra os elementos e funções originais do edifício foram recuperados e ele foi reintroduzido na vida da pequena cidade.  

          Foram construídos também dois novos volumes que abrigam um museu e uma escola, proporcionando ao moinho uma contextualização e afirmando o valor da obra como patrimônio histórico.  

O moinho antes da intervenção

Croqui da intervenção proposta pelo Brasil Arquitetura

Imagem interna do moinho depois da intervenção

Depois da Intervenção

Fonte das imagens: www.brasilarquitetura.com  

          MÁRCIO KOGAN

          Outro arquiteto que possui uma importante produção arquitetônica na atualidade á Márcio Kogan, formado pela FAU/ Universidade Mackenzie em 1977.  

Arq. Márcio Kogan

          Seus desenhos priorizam as linhas retas, a diversidade de materiais, as cores neutras e o funcionalismo. Um característica forte de suas obras é o contraste de materiais naturais, como fibras, madeiras e pedras e com materiais e sistemas construtivos de alta tecnologia. Suas obras encantam pela leveza, harmonia e simetria.  

“Arquitetura contemporânea se retrata para mim de várias maneiras, em projetos onde a principal preocupação é com a qualidade de vida aliada a um projeto funcional, que tenha integração com o exterior, que se destaque pelas formas inovadoras, criativas, os materiais são os mais variados, os volumes não tem regra geral, as cores também não, e esse é um dos motivos que faz com que a arquitetura contemporânea se destaque muito no Brasil e no mundo, e também, porque faz desse estilo mais flexível e prazeroso para se trabalhar”. (Márcio Kogan)  

          A Residência Paraty localizada no Rio de Janeiro caracteriza-se pelas linhas retas, diversidade de materiais principalmente naturais e as cores neutras. A casa se caracteriza por ter volumes sobrepostos e independentes:

A tecnologia que permite um balanço de 8 metros não sobresalta aos olhos quando olhamos a casa, a paisagem natural juntamente com a simplicidade das formas continua sendo o que impressiona na obra

  

O arquiteto faz uso de diversas texturas e materiais, e tira partido delas em conjunto com o volume de concreto.

 
GUSTAVO PENNA
         
          Formado pela Escola de Arquitetura e Urbanismo da UFMG em 1973, Gustavo Penna além da cerreira de arquiteto possui uma experiencia em cargos públicos, já atuou como Secretário do Planejamento do município de Contegem – MG, como Assessor Especial do Ministério da Cultura Projetos de Espaços Culturais e também Assessor de Projetos Especiais do Estado de Minas Gerais.

 

Arq. Gustavo Penna

          Um pressuposto essencial para as obras de Gustavo Penna é um estudo detalhado do programa de necessidades e do local onde o edifício será inserido. Outra característica importante é a utilização do aço em suas obras. Segundo Gustavo Penna o Brasil ainda não desenvolveu uma estética arquitetônica prórpia para trabalhar com o aço.

   Escola Guignard

 
 

Localizada no alto de uma serra o projeto da Escola Guignard nasce do lugar e tira partido dele

O projeto faz uso do vidro e do aço. O arquiteto faz essa ligaçao entre as grandes siderúrgicas existentes no estado de Minhas Gerais, garantindo o caráter local da obra.

          Fonte das imagens: www.gustavopenna.com.br

           O projeto foi concluído em 1994 e, justamente por suas linhas sinuosas, adaptação ao lote, idealização de um espaço público e de convivência de qualidade, utilizando materiais que fazem referência ao local onde o edifício se encontra e a existencia de um simbolismo entre a função do prédio e sua forma fizeram com que o projeto fosse classificado pela Revista Projeto como uma das 30 obras de maior relevância no Brasil.

          Tendo observado a produção arquitetônica da contemporaneidade nota-se que os arquitetos buscam sempre agregar às suas obras materiais e técnicas construtivas que ofereçam conforto a quem irá ocupar os espaços. Em termos de estética é muito forte a variedade de materiais e a utilização de materiais locais, o que cria uma identidade local para as obras. Outra preocupação dos arquietetos é com as sensações que a obra irá passar para quem a observa. Essas sensações são transmitidas principalmente pelos materiais  utilizados.

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