Pós-Modernidade

 “A percepção da forma tem base cultural e o significado em arquitetura

é resultado de intensões culturais”. (Norberg-Schulz)

 CONTEXTUALIZAÇÃO

          O Pós-modernismo vigorou durante aproximadamente 20 anos, nas décadas de 1980 e 1990.

         Os anos 80 do seculo XX foram um período extremamente consumista, graças a política economica do presidente norte americano Reagan, que permitiu o enriquecimento de grande parte da população dos EUA. Talvez esse seja o motivo da arquitetura pós-moderna ser chamada também de “arquitetura do consumo”.

CARACTERÍSTICAS DA PRODUÇÃO ARQUITETONICA NO PÓS-MODERNO

         O pós-modernismo caracterizou-se por questionar de diversas maneiras o seu precedente: o modernismo. Cada arquiteto visava repensar um aspecto que considerava falho ou totalmente errado, mas poucos conseguiram combater de uma só vez todas as doutrinas que o modernismo criou. O pós-moderno formular-se como antítese do movimento anterior.

         Todos os que se colocaram sob a denominação de pós-modernos queriam, de uma forma ou de outra, fazer com que a arquitetura fosse novamente portadora de símbolos, de signos convencionais que falassem a todos, que comunicassem valores culturais que transbordavam as questões meramente construtivas. Por isso o pós-modenismo resgata os estilos anteriores ao modernismo e os utilizada de forma diferenciada.

         Robert Venturi – arquiteto e teórico norte americano – foi o primeiro a escrever sobre o pós-modernismo, ele elaborou um paralelo de características antagônicas entre o modernismo e o pós-modernismo:

MODERNISMO

PÓS-MODERNISMO
Simplificação Complexidade, contradição
Unicidade Ambigüidade, tensão
Exclusividade Inclusividade
Puritanismo Hibridismo
Unidade óbvia (objetividade integrista) Vitalidade emaranhada

         Com base nesse paralelo vamos esmiuçar cada uma dessas características com o intuito de entender melhor o que elas significaram para a arquitetura.

Complexidade/Contradição:  O Pós-modernismo “sacudiu” o marasmo criativo que assolava a arquitetura moderna nos anos 70. Como exemplo de contradição podemos observar o Edifício Mutual de Seguridad, construído em 1999.

 Ambiguidade/Tensão: O pós-modernismo bebeu de todas as fontes arquitetonicas ocidentais, até mesmo do modernismo. Essa mistura e sobreposição de elementos é que causa essa sensação de tansão. Na imagem que segue pode-se perceber a simetria e os elementos clássicos misturando-se a elementos construtivos da época (vidro, concreto, etc.), que levanta uma polemica muito grande acerca da obra.

Hotel Unique. Arq. Ruy Otake. Fonte: Acervo da prof. Ana Laura Vilella

Inclusividade: Não há padronização, sempre se parte do pressuposto da obra para o indivíduo que a habita; No caso das instalações do Grupo Escolar Vale Verde por exemplo, onde o arquiteto cria toda uma sombologia para criticar a forma como as escolas trabalham com as criaças.

 

Instalações do Grupo Escolar Vale Verde

Hibridismo: Ocorre um processo quase de clonagem, onde a composição complexa e a justaposição de elementos levam a ornamentaçao gratuíta dos edifícios. A mistura desses elementos é que facilita a interpretação do hibridismo;

Museu de Minaralogia, Belo Horizonte - MG, 1992

Museu de Mineralogia ao lado de edifício histórico

 

 

 

 

 

 

Vitalidade emaranhada: Os pós-modernistas não tinham medo de instroduzir elementos diferentes em suas obras, tanto é que aparecem obras com  colunas clássicas, formas geométricas e até mesmo características bem peculiares do modernismo. Isso fornece ás obras essa tal vitalidade emaranhada.

         O projeto do Centro Comercial Cidade Jardim de Salvador, do arquiteto Fernando Peixoto possui o que chamamos de vitalidade emaranhada tanto em termos de conceito quanto nas formas e cores. O edifício situa-se na cidade de Salvador em meio a edifícios residenciais. Para fazer com que seu projeto se destacasse dos demais, até pelo fato de possui um uso diferente dos demais, ele optou por formas inusitadas e escultóricas e cores mais ainda. No projeto foram utilizados brises que variam da cor cobre para o cinza. Os brises conformam uma segunda pele que esconde os caixilhos. A estrutura do edifíció é de concreto armado.

Centro Empresarial Cidade Jardim, Salvador. Arq. Fernando Peixoto. Fonte: http://www.arcoweb.com.br/arquitetura/fernando-peixoto-centro-empresarial-01-05-2000.html

         Sabemos, portanto, que os pós-modernistas propuseram-se a restabelecer o contato dos habitantes da cidade com a arquitetura que os rodeava através da utilização do que eles consideraram como signos arquitetônicos, que são os chamados símbolos, ou também arquitetura falante.

        Com as imagens a seguir vemos como é clara a diferenciação entre a arquitetura moderna e a pós-moderna:

 

Edifício Gustavo Capanema - Rio de Janeiro, RJ. É o primeiro edificio modernista do mundo. Projetado por uma equipe de arquitetos, incluindo Oscar Niemeyer e Le Corbusier

Centro Empresarial Raja Gabaglia Fonte: Acervo da prof. Ana Laura Vilella

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s